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Mitos sobre o TDAH: 5 inverdades que atrapalham o tratamento

26 de março de 2025

Entenda o que a ciência realmente diz sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade em adultos e como evitar armadilhas comuns na hora de identificar e tratar esse transtorno.


Em uma rotina marcada por produtividade intensa e múltiplas responsabilidades, especialmente entre adultos de alta performance, é comum que sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) sejam subestimados ou mal interpretados. Mais ainda quando esses sintomas ocorrem de maneira sutil, com predomínio da desatenção, longe da imagem estereotipada de agitação durante o período de infância e adolescência.


Portanto, aqui no consultório do Dr. Túlio Tomaz, médico psiquiatra com atendimento em Ribeirão Preto - SP e Franca - SP, é comum a visita de pacientes adultos que convivem há anos com dificuldades de concentração, organização e planejamento, sem saber que estão enfrentando manifestações clínicas do TDAH.


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Em resumo, neste artigo você aprenderá:

  • Quais são os mitos mais comuns sobre o TDAH;
  • Como esses mitos atrapalham o diagnóstico precoce e o tratamento adequado;
  • O que a ciência diz sobre cada um desses equívocos;
  • Dicas práticas de como identificar sinais legítimos do transtorno em adultos, com base em experiência clínica real.


MITO 1: “TDAH só afeta crianças”

Realidade:

Este é, possivelmente, o mito mais difundido e muito prejudicial para o diagnóstico em adultos. De fato, o TDAH tem início na infância, mas em até 60% dos casos persiste na vida adulta, com sintomas que se adaptam à fase de vida da pessoa.


No consultório do Dr. Túlio Tomaz:

Pacientes adultos frequentemente relatam uma vida marcada por “dificuldade em manter foco”, “desorganização crônica” ou “tendência à procrastinação severa”. Muitos deles se adaptaram de maneira compensatória por anos, mascarando os sintomas com estratégias que eventualmente falham em contextos de alta exigência.


Dica prática:

Se você se sente constantemente improdutivo, mesmo com esforço, ou tem dificuldade em manter tarefas simples organizadas, é importante considerar uma avaliação especializada. O TDAH em adultos se manifesta, muitas vezes, por sintomas como:

  • Falta de foco em reuniões e leituras;
  • Dificuldade em seguir uma rotina;
  • Sensação de “mente acelerada”;
  • Tomada de decisões impulsiva.

MITO 2: “Se a pessoa consegue se concentrar em algo que gosta, não tem TDAH”

Realidade:

O TDAH não é uma ausência total de atenção, mas sim uma disfunção na regulação da atenção. Pessoas com o transtorno conseguem, sim, se concentrar intensamente em atividades que despertam prazer, um fenômeno conhecido pelo polêmico termo hiperfoco. O problema do TDAH está em uma disfunção do direcionamento eficaz da atenção do que em uma atenção globalmente reduzida.


O que a ciência mostra:

Estudos neurobiológicos demonstram que o cérebro de pessoas com TDAH possui diferenças no funcionamento do córtex pré-frontal, área responsável pelo controle da atenção, impulsividade e organização de tarefas. Há também uma disfunção no chamado circuito de modo padrão do cérebro, e em suas relações com outros circuitos cerebrais.


No dia a dia do consultório:

É comum ouvir: “Mas quando eu gosto do assunto, consigo focar por horas!”. E isso não exclui o diagnóstico, pelo contrário, pode ser um indicativo. No geral, o desafio está em manter o foco em tarefas menos estimulantes, como responder e-mails, organizar finanças ou cumprir prazos.


Dica prática:

Observar os contextos em que a atenção "foge do controle" é essencial. A auto-observação é um dos caminhos usados durante o acompanhamento psiquiátrico com enfoque comportamental no consultório do Dr. Túlio.

MITO 3: “TDAH é apenas desatenção, não tem a ver com emoções”

Realidade:

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade está associado, sim, a instabilidade emocional. Adultos com TDAH costumam relatar maior dificuldade em regular emoções, tolerar frustrações e lidar com críticas. Além de a taxa de depressão entre pacientes com TDAH ser o dobro da taxa desse transtorno de humor na população geral.


Estudos científicos:

Pesquisas recentes identificam que sintomas como impulsividade emocional e reatividade estão presentes em mais de 70% dos adultos com TDAH diagnosticado. Isso afeta diretamente a qualidade das relações pessoais e profissionais.


No consultório:

Muitos pacientes relatam explosões emocionais desproporcionais a pequenos gatilhos. Outros descrevem períodos de intensa motivação seguidos de desânimo repentino, muitas vezes confundidos com transtornos de humor, como a depressão, que também pode ocorrer como comorbidade.


Dica prática:

É fundamental que o diagnóstico seja realizado por um profissional qualificado, pois o TDAH pode coexistir com outros transtornos, como ansiedade e depressão. A abordagem precisa ser ampla e individualizada, como ocorre nas consultas aprofundadas conduzidas pelo Dr. Túlio Tomaz.

MITO 4: “TDAH é sinal de preguiça ou má vontade”

Realidade:

Nada poderia estar mais distante da verdade. O TDAH é uma condição neurobiológica crônica, e não um defeito de caráter. Rotular uma pessoa com TDAH como “desorganizada” ou “desleixada” apenas contribui para o estigma e para o sofrimento psíquico.


O impacto do estigma:

Dados do Journal of Attention Disorders apontam que adultos com TDAH não tratado têm mais risco de desenvolver baixa autoestima, dificuldades em relacionamentos e menor satisfação com a vida.


Casos reais:

Diversos pacientes atendidos relatam histórico de reprovações acadêmicas ou advertências profissionais, mesmo sendo competentes e inteligentes. O problema, na verdade, estava na falta de um diagnóstico e apoio adequados. Muitos pacientes acabam por abandonar os estudos precocemente, devido às dificuldades que a doença impõe.


Dica prática:

Buscar ajuda não é fraqueza — é um passo em direção à clareza e autonomia. O diagnóstico e plano terapêutico estruturado fazem toda a diferença na construção de uma rotina funcional e satisfatória.

MITO 5: “Remédios para TDAH são perigosos e viciam”

Realidade:

Essa é uma das principais barreiras para que adultos procurem tratamento. Os medicamentos para TDAH, quando prescritos e monitorados por um médico psiquiatra, são seguros, eficazes e com excelente perfil de resposta.

Evidências científicas:

A literatura médica é clara: o uso de estimulantes (como metilfenidato e lisdexanfetamina) e não-estimulantes (como atomoxetina) não causa dependência quando utilizados corretamente.


No consultório do Dr. Túlio:

A avaliação é sempre criteriosa. As decisões terapêuticas são compartilhadas com o paciente, respeitando seu histórico, rotina e preferências. Além disso, são exploradas intervenções comportamentais, ajustes no estilo de vida e acompanhamento contínuo.


Dica prática:

Medicamentos são parte de um plano mais amplo, que pode incluir: reorganização da rotina, técnicas de produtividade, apoio psicoterápico e mudanças nos hábitos alimentares baseados em evidências.

Tratamento, acompanhamento especializado e estratégias eficazes para adultos com TDAH


Embora o tratamento medicamentoso desempenhe um papel importante no manejo do TDAH em adultos, ele é apenas uma das frentes de uma abordagem terapêutica ampla.


Em suma, o foco está na construção de uma rotina funcional, na redução de prejuízos e na melhoria da qualidade de vida.


No contexto do consultório do Dr. Túlio Tomaz:

Os atendimentos são estruturados para permitir uma escuta aprofundada, o que permite entender o paciente além dos sintomas imediatos. Esse formato acolhedor e detalhado permite mapear com precisão os impactos do TDAH em múltiplas esferas: vida pessoal, carreira, relacionamentos e saúde emocional.


Além da medicação, são exploradas:

  • Técnicas de organização prática, como uso de ferramentas digitais e checklists personalizadas;
  • Educação psicoemocional, para compreender o funcionamento do cérebro com TDAH;
  • Planejamento de rotina, com base em estratégias de tempo e energia;
  • Discussão de hábitos alimentares saudáveis, com ênfase no padrão mediterrâneo, que mostra efeitos positivos no equilíbrio neuroquímico;
  • Avaliação de níveis de sono, estresse e atividade física, sempre com respaldo da Medicina do Estilo de Vida.


Diagnóstico diferencial e comorbidades: por que é fundamental investigar além do TDAH

O diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade pode ser complexo, especialmente porque muitos sintomas se sobrepõem a outros quadros, como ansiedade, depressão, transtornos do sono e até transtornos de personalidade.


Evidência científica:

Estudos sugerem que mais de 70% dos adultos com TDAH apresentam alguma condição associada. Por isso, o tratamento efetivo depende de uma avaliação abrangente e contínua.


Como isso acontece no consultório:

O Dr. Túlio Tomaz realiza um processo diagnóstico estruturado e observação longitudinal. Isso evita erros comuns como:

  • Tratar ansiedade quando, na verdade, a causa primária é o TDAH;
  • Ignorar quadros depressivos mascarados por desorganização crônica;
  • Prescrever medicação inadequada para quadros com comorbidades não identificadas.


Estratégias práticas para organizar a rotina com TDAH

Um dos maiores desafios dos adultos com TDAH é a gestão do tempo, energia e tarefas. O cérebro com TDAH lida mal com estímulos repetitivos, tarefas longas e recompensas adiadas.


Dicas práticas aplicadas no consultório:

  1. Use ferramentas visuais de organização: como planners semanais ou aplicativos com lembretes inteligentes (ex: Todoist, Notion).
  2. Divida tarefas grandes em microetapas: transforme "organizar escritório" em subtarefas como "separar papéis", "guardar livros", "limpar mesa".
  3. Crie rotinas fixas para tarefas essenciais: horários definidos para dormir, comer, responder e-mails etc.
  4. Reforce positivamente cada conquista: reconheça avanços mesmo pequenos. Isso estimula o sistema de recompensa cerebral.
  5. Ambiente livre de distrações: utilize técnicas como o Pomodoro para manter foco em períodos curtos com intervalos regulares.


Essas estratégias são adaptadas conforme o perfil e rotina de cada paciente nas sessões com o Dr. Túlio.


Cenários comuns que ilustram o impacto do tratamento personalizado

Paciente 1 – 34 anos, empresária

“Achei por anos que meu problema era preguiça. Quando comecei a entender o que era TDAH, tudo fez sentido. Hoje, com a medicação certa e uma rotina adaptada, minha empresa roda com muito mais organização.”

Paciente 2 – 28 anos, profissional de TI

“Eu vivia esquecendo reuniões, perdia prazos e achava que era um fracasso. Após o diagnóstico e com as mudanças sugeridas no tratamento, minha performance melhorou e me sinto mais confiante.”


O papel da orientação psiquiátrica contínua no sucesso do tratamento

TDAH é uma condição crônica, o que significa que o tratamento não é pontual. Requer ajuste contínuo, escuta ativa e atualização científica constante — elementos presentes no modelo de atendimento do Dr. Túlio Tomaz.


Participação ativa em congressos nacionais e internacionais: Esse compromisso garante que o paciente tenha acesso a opções terapêuticas atualizadas e individualizadas, com base nas melhores práticas da psiquiatria moderna.


Revisões periódicas no consultório:

  • Monitoramento da resposta ao tratamento;
  • Ajustes finos em medicação;
  • Suporte emocional e comportamental contínuo;
  • Integração com psicoterapia quando necessário.


Se você ou alguém próximo sente que vive em constante desorganização mental, dificuldade de foco ou procrastinação intensa, considerar uma avaliação com um médico psiquiatra pode ser o primeiro passo para transformar a relação com sua rotina, trabalho e bem-estar.


Perguntas Frequentes sobre TDAH (FAQ)


1. Como saber se tenho TDAH na fase adulta?

A principal forma de identificar o TDAH em adultos é por meio de avaliação clínica especializada com um médico psiquiatra. Os sintomas incluem desatenção persistente, desorganização, esquecimento frequente, impulsividade e dificuldade em concluir tarefas. O diagnóstico é clínico, feito com base em entrevistas, questionários validados e histórico de vida.


2. TDAH pode aparecer depois dos 30 anos?

O TDAH não se inicia na vida adulta, mas pode ser diagnosticado tardiamente. Muitas pessoas só percebem os sinais após os 30 anos, quando as exigências da vida profissional e pessoal aumentam, revelando dificuldades crônicas que antes eram compensadas.


3. TDAH tem cura?

Não. O TDAH é uma condição crônica, mas altamente tratável. O tratamento visa o controle dos sintomas e melhoria da qualidade de vida. Com acompanhamento adequado e contínuo, é possível reduzir os impactos do transtorno e retomar o equilíbrio funcional.


4. Qual é o melhor tratamento para TDAH em adultos?

O tratamento mais eficaz costuma ser uma combinação entre medicação psiquiátrica, ajustes comportamentais, e mudanças no estilo de vida. É essencial que o plano terapêutico seja personalizado por um profissional qualificado, considerando o histórico individual de cada paciente.


5. Existe exame para diagnosticar TDAH?

Não existe um exame laboratorial para diagnosticar o TDAH. O diagnóstico é clínico, feito por médico psiquiatra com base em critérios estabelecidos por manuais científicos (como o DSM-5), histórico do paciente e, quando necessário, aplicação de escalas específicas, e eventualmente associados a uma avaliação neuropsicológica complementar.


Desmistificar o TDAH é o primeiro passo para o tratamento real

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ainda é cercado por desinformação, preconceito e interpretações equivocadas. Os mitos discutidos neste artigo ilustram como a sociedade — e até mesmo alguns profissionais — ainda tratam o tema com superficialidade.


Ao longo da experiência clínica no consultório do Dr. Túlio Tomaz, em Ribeirão Preto, é evidente o quanto um olhar atento, ético e personalizado transforma o percurso terapêutico de quem convive com TDAH. Isso inclui não apenas o uso criterioso de medicamentos, mas também uma abordagem que valoriza o conhecimento do paciente sobre si mesmo e a implementação de estratégias práticas e atualizadas.


Se você se identificou com os pontos abordados, ou conhece alguém que apresenta sinais persistentes de desatenção, desorganização ou impulsividade, saiba que é possível construir um caminho de maior clareza, produtividade e bem-estar com o acompanhamento certo.